Batfino (1966-1967)

Batfino (Batfink, 1966-1967) - Copyright Hal Seeger Productions / Screen Gems

Assim como sua inspiração, o Batman, ele tinha sua caverna-laboratório, e mantinha uma parceria com o Chefe de Polícia da cidade.

Entre seus apetrechos, Batfino tinha o sonar-radar supersônico, capaz de localizar bandidos em questão de segundos, dando ao herói a sua localização exata (“Meu radar de sonar supersônico vai me ajudar!”). Da sua boca saia a palavra “BEEP” (às vezes “BEEP BEEP”), e as letras saiam voando para onde ele precisasse, acompanhadas por um distinto sinal sonoro. E esses BEEPs podiam agir como pessoas, vendo o que acontecia e contando para Batfino, fugindo e até mesmo apanhando dos vilões. E é claro, não podemos nos esquecer da sua capa e de seu famoso bordão: “suas balas não me atingem, minhas asas são como uma couraça de aço”. Em alguns episódios Batfino afirma que suas asas são feitas de aço inoxidável, já em outros ele demonstra que não, já que usa um removedor de manchas para as asas. Eventualmente, usava suas asas como espadas, e em algumas ocasiões elas complicavam a vida do nosso herói, quando ele caia na água ou ficava preso em algum imã.

Hugo A-Go-Go

O principal vilão de Batfino era o inventor Hugo A-Go-Go, cujo objetivo de vida era o mesmo de outros tantos vilões… conquistar o mundo. Esperto, ele sempre dava um jeitinho de escapar de Batfino. Mas também tínhamos o Ernie Orelhudo, o Ultra-Sônico, Queenie Bee (com seu exército de abelhas), Victor the Predictor, Judy Jitsu, Brother Goose (que sempre deixava pistas provocadoras baseadas em rimas infantis), Fatman e Goldyunlocks.

Já o ajudante do nosso herói era o Karatê. Grandão e não muito inteligente, era forte o suficiente para ajudar Batfino a sair de qualquer situação. Carregava vários objetos e acessórios em sua “luva de utilidade” (qualquer semelhança com um certo cinto… não é mera coincidência).

Battillac

Assim como o morcegão tinha o Batmovel e o Besouro Verde tinha o Beleza Negra, Batfino não poderia ficar sem o seu veículo especial, que no caso era um Fusca rosa com asas de morcego na traseira: o Battillac. Em algumas ocasiões quando o carro sofria um acidente e não era avariado, Batfino dizia algo como: “É bom que o Battillac esteja equipado com um escudo de plutônio termo-nuclear!” e o Karatê retrucava com uma piadinha: “Ele é uma bomba!”. Assim que era chamado para resolver um crime, Batfino já gritava: “Karatê, o Battillac!”

 

 

A PRODUÇÃO

Batfino (Batfink, 1966-1967) foi produzido na base da correria, inspirado na série Batman e Robin (Batman, 1966-1968, criação de Lorenzo Semple Jr. e William Dozier) que, embora tivesse há apenas três meses no ar, já atingia um enorme público. Hal Seeger viu uma oportunidade perfeita de parodiar o herói morcego ─ algumas fontes citam também a série Besouro Verde (The Green Hornet, 1966-1967, criação de George W. Trendle) como alvo de Seeger. Karatê seria uma paródia de Kato, companheiro do Besouro Verde.

Os cenários eram desenhados por Bob Owen e a animação contava com vários artistas: Myron Waldman, Bill Ackerman, John Gentilella, James Tyer, I. Klien, Graham Place, entre outros. Para agilizar a produção e não perder a onda do Batman, trechos animados de alguns episódios eram reaproveitados em outros (o que era até comum em desenhos animados da época, mas em Batfino isso acontecia com maior frequência). Cenas como o funcionamento do sonar-radar, Batfino e Karatê entrando no Battillac, o Battillac andando nas ruas… eram constantemente repetidas.

Chefe de Polícia, Batfino e Karatê. – Copyright Hal Seeger Productions / Screen Gems

Foram 100 episódios de aproximadamente 5 a 6 minutos de duração cada, com roteirização de Heywood Kling e Dennis Marks. A produção ficou a cargo da Hal Seeger Productions e Bill Ackerman Productions, com distribuição da Screen Gems. O primeiro episódio, Pink pearl of Persia, foi ao ar no dia 21 de abril de 1966. A série fechou sua produção com o episódio Batfink: this is your life, em 4 de outubro de 1967. Neste último episódio são explicadas a vida de Batfino, sua juventude e como as suas asas reais foram substituídas.

As vozes originais em geral eram feitas por apenas dois atores: Frank Buxton (Batfino/ Hugo-A-Go-Go/ Vários personagens), Len Maxwell (Karatê/ Chefe de Polícia/ Vários personagens) e Just Maxwell (Narrador).

Batfino (1966-1967) – Copyright Hal Seeger Productions / Screen Gems

 

BATFINO NO BRASIL

No site da AIC, responsável pela dublagem no Brasil, há a informação de que a estreia de Batfino no Brasil se deu em 1968 pela TV Record. No entanto, pesquisando jornais da época, como Correio da Manhã (RJ) e Diário de Notícias (RJ), é possível ver anúncios da TV Excelsior em 11 de outubro de 1967, já com Batfino (no caso, com seu título original, Batfink) na grade de programação. Em 1972 a Rede Bandeirantes passou a exibir o desenho, assim como também a série Batman.

A dublagem brasileira era feita por Carlos Alberto Vaccari (Batfino), José Soares (Karatê), Wilson Ribeiro (Narrador), Miguel Rosenberg (Chefe de Polícia).

 

Fontes: Universo AIC (http://universoaicsp.blogspot.com/); BatFink Fandom (https://batfink.fandom.com/); International Hero (http://www.internationalhero.co.uk/); 80s Nostalgia (https://www.80snostalgia.com/).


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