O Elo Perdido (1974-1976)

Wesley Eure, Kathy Coleman, Phillip Paley e Spencer Milligan em O Elo Perdido (1974-1976) - © Sid & Marty Krofft Productions.

Os textos abaixo foram retirados do livro A Família Marshall e o Elo Perdido, de Saulo Adami (Editora Estronho, 2019). Obviamente a publicação aqui no Canal Chuvisco obteve autorização do autor e da Editora Estronho, não podendo ser reproduzida em outros canais sem a devida autorização por escrito.


O elo perdido (Land of the lost) conta a história de uma família californiana que viaja em férias e acampa junto ao Colorado River. Um bom lugar para pescar e relaxar, na opinião do guarda florestal Rick Marshall, que quer passar alguns dias em paz com seus filhos Will e Holly. Mais do que isso: ele quer afastar da memória a tristeza da morte de sua mulher, quando seus filhos ainda eram crianças.

As férias viram pesadelo quando um terremoto sacode o acampamento. A bordo de um bote de borracha que estavam usando para pescar, os Marshall atravessam um portal do tempo e chegam ao período pré-histórico da Terra, habitada por dinossauros, homens-lagarto — conhecidos como Sleestaks — e homens-macaco — conhecidos como Pakuni. Uma terra com enigmas a decifrar e lugares a explorar. Uma terra plena de perigos e aventuras. Os Marshall encontram abrigo em uma caverna, na encosta de uma montanha, seu novo lar. Temporário! Até que encontrem a abertura do portal que os levará de volta à Terra do seu tempo.

Wesley Eure, Kathy Coleman, e Spencer Milligan em O Elo Perdido (1974-1976) – © Sid & Marty Krofft Productions.

PRODUÇÃO

Sim, esta é uma série desenvolvida para o público infantil. O que não significa dizer que a equipe de roteiristas não mereceu a devida atenção por parte dos produtores! Alguns escreveram episódios para séries populares, não apenas nos Estados Unidos ou no Brasil.

David Gerrold escreveu os dois primeiros episódios como se fossem um só, para o caso de os irmãos Krofft decidirem levar adiante a ideia de produzir um piloto. Foram cerca de 60 páginas, cuidando para que cada história contada tivesse mais ou menos a mesma quantidade de páginas. Deu certo!

Com distribuição da CBS Television, foram 43 episódios em 3 temporadas, com início em 7 de setembro de 1974, e sendo exibido o último episódio em 4 de dezembro de 1976. Criação de Sid Krofft, Marty Krofft, Allan Foshko e David Gerrold, produção de Sid Krofft, Marty Krofft, Jon Kubichan e Dennis Steinmetz. O design dos dinossauros ficou com Wan Chang e os efeitos especiais com a equipe de Gene Warren. Era tudo feito à mão, maquetes, bonecos… bons tempos da criatividade!

O animador Harry Walton ajustando a Big Alice para mais uma tomada. Modelo criado por Wah Chang e cenário por Mike Minor. Foto: Revista Cinefantastique Vol. 6 No. 1 – 1977. © Sid & Marty Krofft Productions.

 

ROTEIROS SOMBRIOS

Os roteiros da primeira temporada são os mais sombrios, o que levou algumas famílias a escreverem cartas aos irmãos Krofft pedindo providências para amenizar os sustos que os dinossauros e os Sleestaks davam em seus filhos a cada episódio! Os Krofft levaram a sério o pedido e na segunda temporada encomendaram roteiros mais leves, bem-humorados, que quase não tirassem o sono da garotada.

 

ELENCO

O Elenco regular era composto por Spencer Milligan (Rick Marshall), Wesley Eure (Will Marshall), Kathy Coleman (Holly Marshall), Phillip Paley (Cha-Ka), e quando Spencer Milligan criou caso com a produção, Ron Harper (Planeta dos Macacos) entrou para substitui-lo, interpretando Jack Marshall, tio das crianças.

 

SLEESTAKS

Sem dúvida, juntamente com o Cha-Ka, os Sleestaks são os personagens quem vêm à mente quando falamos de O elo perdido. São criaturas com traços de humanoide e lagarto, descendentes dos Altrusianos. São mais desenvolvidos do que os Pakuni, dominando alguma tecnologia. Sua população é superior a 7 mil indivíduos, segundo a Library of Skulls da Cidade Perdida, o seu lar. Seus grandes olhos são ofuscados pela claridade, por isso se recolhem aos seus casulos durante o dia. Os Sleestaks encontraram outros humanos antes dos Marshall. Costumam capturar humanos e entregá-los em sacrifício ao seu deus, que habita um poço. São ovíparos, comem insetos, e sua civilização é regida por um Conselho comandado pelo Sleestak Líder, personagem vivido por Jon Locke (10 episódios).

Sleestaks – O Elo Perdido (1974-1976) – © Sid & Marty Krofft Productions.

 

PEQUENO DICIONÁRIO PAKUNI – PORTUGUÊS

Para fazer com que Cha-Ka, Ta e Sa falassem a língua dos Pakuni em cena, foi contratada a professora de linguística Victoria Fromkin, PhD. Ela se inspirou em línguas africanas para criar cerca de 200 palavras que poderiam ter rendido a publicação do Dicionário Pakuni. No livro A Família Marshall e o Elo Perdido você encontra várias expressões desse dicionário.

 

E TEM MUITO MAIS

Além disso, no livro há também uma entrevista EXCLUSIVA com a atriz Kathy Coleman, a Holly Marshall, concedida ao autor Saulo Adami.

A publicação conta ainda com várias curiosidades de bastidores, a história completa do porquê Spencer Milligan saiu da série, as origens da criação dos irmãos Krofft, assim como os motivos do encerramento da série. Também tem informações da série de 1991 e até daquela porcaria de filme de 2009, com o Will Ferrell.


SUGESTÕES

A Editora Estronho tem mais livros que abordam essas séries queridas por todos nós. Ambos foram escritos pelo fã e pesquisador, Saulo Adami (sendo que Perdidos no Espaço foi escrito em parceria com Carlos Gomes). Os livros possuem muitas fotos, informações de bastidores, guia de episódios e curiosidades a respeito da produção e elenco.


A Família Marshall e o Elo Perdido
(De Fã para Fã, Vol. 1)

Inclui entrevista exclusiva com a atriz Kathy Coleman, a menina Holly Marshall.

O guarda florestal Rick Marshall e seus filhos Will e Holly acampam junto ao Colorado River. Quando um tremor de terra sacode o acampamento, os Marshall atravessam um portal do tempo e chegam ao período pré-histórico da Terra habitada por dinossauros, os homens-lagarto Sleestak e os homens-macaco Pakuni. Uma terra com enigmas a decifrar e lugares a explorar, plena de perigos e aventuras. Os Marshall se abrigam em uma caverna, seu novo lar – até que encontrem a abertura do portal que (quem sabe?) os levará de volta à Terra do seu tempo. Com o desaparecimento de Rick, seu irmão Jack Marshall se une aos sobrinhos, na terceira temporada da série. Este livro conta os bastidores e segredos que fizeram desta uma das produções de maior sucesso da televisão mundial.

ESTE NÃO É UM PRODUTO OFICIAL DA SÉRIE · TRATA-SE DE BIOGRAFIA FEITA POR FÃ

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Perdidos no Espaço (TV Estronho Vol. 1)

A família Robinson e o piloto da espaçonave Jupiter 2, Don West, foram selecionados para iniciar “a colonização espacial pelo homem além das estrelas”. Ao deixar a Terra, a Júpiter 2 é sabotada pelo espião Dr. Zachary Smith. Criada por Irwin Allen, a série de TV Perdidos no Espaço (1965-1968) inspirou a produção de desenhos animados, longa-metragem para o cinema, histórias em quadrinhos, livros com aventuras inéditas de seus personagens, e uma nova série de TV que teve estreia no Netflix em abril de 2018. O guia de episódios (das duas séries de TV), a disputa judicial pela autoria da trama, curiosidades e depoimentos de fãs brasileiros apaixonados pelo tema completam a narrativa do primeiro livro brasileiro a contar sua história, escrito por Saulo Adami e Carlos Gomes.

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Pequeninos Numa Terra de Gigantes (De Fã para Fã, Vol. 2)

Inclui entrevista exclusiva com o ator Stefan Arngrim, o pequenino Barry Lockridge. Durante uma viagem à Inglaterra, o veículo sub orbital Spindrift atravessa uma tempestade eletromagnética. Após o pouso de emergência, os viajantes descobrem que estão em um planeta dominado por gigantes, onde tudo é 12 vezes maior do que na Terra! Este é o ponto de partida para a história da série de TV Terra de gigantes (Land of the giants, 1968-1970), criação controversa do produtor Irwin Allen, que na sala dos roteiristas mantinha um lema: “A qualidade será lembrada muito depois que o custo for esquecido!”

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