The Keystone Kops

David William Lieberman (1887-1971), conhecido como Hank Man, foi quem teve a ideia de criar um grupo dos mais malucos e atrapalhados policiais da história do cinema. Com o apoio e produção de Mack Sennett, através de sua companhia, a Keystone Studios, eles fizeram sua estreia no filme Hoffmeyer’s legacy (1912). A partir de 1913 e 1914 a popularidade do grupo começou a crescer e Sennett aproveitou para incluir os policiais atrapalhados em dezenas de outros filmes, ora como coadjuvantes, ora figurantes e, eventualmente, protagonistas.

 

Keystone Kops

Trabalharam com Mabel Normand, Chaplin e outros tantos astros da comédia muda. Participaram, inclusive, do filme Tillie’s punctured romance (1914), o primeiro longa de comédia dos Estados Unidos. Com direção de Mack Sennett e Charles Bennett, o filme tinha no elenco Charles Chaplin (num papel um tanto diferente de Carlitos), Marie Dressler, Mabel Normand, Chester Conklin, Charles Bennett, Mack Swain e, claro, os Keystone Kops.

Com a chegada do cinema falado, os policiais não se deram muito bem e sua popularidade foi sumindo. Houve uma tentativa por parte do diretor Ralph Staub de inseri-los novamente nas comédias do cinema. Foi no filme Keystone Hotel, de 1935. Não deu muito certo, mas o filme acabou servindo de inspiração para outros diretores e comediantes que recriaram, cada um a seu modo, o grupo de policiais ou suas piadas e trejeitos. Foi o caso, por exemplo, da dupla de comediantes Abbott e Costello. Em seu filme Abbott and Costello meet the Keystone Kops (1955), eles promoveram um “encontro” com os policiais. Na verdade, o grupo era composto por dublês vestidos como os originais Kops. De qualquer maneira, foi uma bela homenagem.

Eles ainda apareceriam, junto com outros tantos astros das comédias, na compilação Comedy Capers (nesse momento você estará cantarolando a musiquinha de abertura da série), feita pela National Telepix em 1961, e que fez parte da infância e juventude de muita gente por aqui.

Falar sobre os Keystone Kops renderia muito mais que um pequeno artigo. E foi isso que fiz… O trecho acima é apenas uma parte do capítulo destinado aos tresloucados policiais, em meu livro sobre o humor no cinema mudo, que será lançado por volta de junho de 2020 pela Editora Estronho. No livro eu abordo muito além de Chaplin, Keaton e Lloyd. Com todo o respeito a esses gênios, existem muitos outros personagens, atores, diretores e produtores da comédia do cinema mudo que merecem um pouco mais de atenção. O livro está recheado de histórias, curiosidades e fotografias. Aguardem!



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SUGESTÃO

Livro Silent Stars, de Jeanine Basinger.

Uma das mais renomadas pesquisadoras de cinema da América: um olhar revelador, perspicaz e altamente legível para as maiores estrelas do cinema mudo – não aqueles que são totalmente apreciados e compreendidos, como Chaplin, Keaton, Gish e Garbo, mas aqueles que têm foram mal interpretados, demitidos injustamente ou esquecidos.

Histórias e dramas pessoais de Mary Pickford, Marion Davies, Lon Chaney, as irmãs Talmadge, Pola Negri, Gloria Swanson, Colleen Moore, Clara BowWilliam S. Hart, Tom Mix, John Gilbert, Mabel Normand, Keystone Kops, Douglas Fairbanks e outros.

Vale muito a leitura (ainda que em inglês). Disponível para a compra na Amazon em formato eBook. Lembrando que você não precisa ter um Kindle para ler os eBooks da Amazon. Eles disponibilizam várias plataformas gratuitas para que você possa ler os livros digitais.


 

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